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Páginas Criativas

Um blog onde a imaginação e a realidade podem andar de mãos dadas com a ESCRITA. Gostas de escrever? Partilha os teus textos connosco. Envia-os para o email: bibliotecasesagtn@gmail.com

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"O Poder do amuleto", um texto da autoria da Diana e da Iara do 6.º ano - Texto vencedor do 2.º escalão

Concurso Uma Imagem, Uma História

28.06.21

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O poder do amuleto

       Há muito tempo, durante um dia gelado e com muita neve, uma mulher estava a acartar lenha para a lareira de sua casa.

       Lisa tinha cabelos longos e um amuleto da sorte. Enquanto caminhava, Lisa, acidentalmente, deixou-o cair. Como estava a nevar, Lisa não conseguia ver onde o amuleto tinha caído. Devido à falta de visão perdeu o equilíbrio, acabou por cair e desmaiou. Quando acordou estava sol e a neve tinha derretido. Então ela já podia procurar de novo. Quando tentou levantar-se, viu que não conseguia. De início achou que tinha torcido o pé, mas fez um esforço e começou a andar. Após andar durante muito tempo, ela estava cansada e não tinha encontrado nenhum amuleto.

       O seu pé estava com um tom meio roxo e ela estava a ficar preocupada: além de não achar o seu amuleto, não encontrava ninguém. Mas bem lá ao fundo viu alguma coisa que parecia uma fonte de água. Arrastou-se até lá com muita dificuldade e, ao chegar, apercebeu-se que não era uma fonte de água. Afinal era um monte cheio de uma flor chamada jasmim-azul. Ao aperceber-se do seu erro, começou a chorar, devido ao esforço que tinha feito para chegar ali. Deitou-se no chão, até que ouviu um gato a miar. O gato pediu-lhe carinho, mas logo depois começou a correr devido a uma voz misteriosa; ela correu atrás do gato. Até que…

       Avistou uma casa; provavelmente era a casa do dono do gato. Bateu à porta e uma personagem misteriosa abriu. Era um rapaz com cabelo encaracolado e com barba. Mal abriu a porta, ela caiu e desmaiou de novo. O dono da casa acolheu-a e, quando ela acordou, perguntou se ela estava bem. Ela estava muito grata, mas lembrou-se do seu amuleto desaparecido e perguntou por ele. O rapaz acenou com a cabeça, dizendo que o tinha encontrado enquanto estava a apanhar lírios.

       Ele deu-lhe o amuleto e avisou-a que estava com o pé partido. De seguida perguntou o que poderia fazer para a ajudar a recuperar energias. Ela respondeu com um ar amável:

       - Podia trazer-me um chá e ler-me uma história? A minha mãe fazia isso quando eu era criança. Ele sorriu lentamente e ofereceu-lhe o que ela pedira.

       Depois de algum tempo, ela pediu-lhe ajuda para encontrar a sua casa. Ele aceitou o pedido e ela conseguiu regressar a casa. Quando chegaram e se despediram, ela sentiu alguma energia no ar.

       Será que esta história aconteceu por culpa do poder do amuleto da sorte?

"A fada que não tinha ninguém", um texto da autoria da Beatriz do 8.º ano - Texto vencedor do 3.º escalão

Concurso Uma imagem, uma História_mês de abril/maio

21.06.21

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Era uma vez, num sítio bem distante…ah esqueçam! Eu não tenho jeito para isto. Primeiramente, não é “era uma vez”, é todos os dias às oito da manhã e também não é num “sítio bem distante”, fica a quinze minutos de carro. Mas, voltando ao assunto, esta é a história sobre uma fada, não uma fada qualquer, pois esta é muito diferente e mais bonita e inteligente que todas as outras. É pena que ela não veja isso…

O nome dela é Inês, é pequena, simpática, tem cabelos e olhos castanhos, cheira a rosas, tem asas brilhantes, frágeis e, como é óbvio, mágicas. Cada fada tem um poder especial, normalmente passado geneticamente de pai para filho, mas a Inês sofreu uma mutação e nasceu com um poder único que mais ninguém tem. Ela nasceu com o poder da ajuda, ou pelo menos é o que lhe chamamos. Resumidamente, ela vê quem precisa de ajuda e porquê e depois “manda” uma pessoa para ajudar. A fada não obriga ninguém a fazer nada, ela encoraja as pessoas a ajudarem. Eu gosto de dizer que a Inês dá pessoas, porque ela realmente dá, o poder dela junta as pessoas, cria relações de amor e de amizade e é a coisa mais bonita que já vi.

Toda a gente no nosso Vale ficou surpreendida quando descobriu o poder da Inês e ninguém sabia muito bem o que fazer com ela. Normalmente, as fadas têm poderes como: mudança de estação, criação, voz animal, luz, sombra, música, etc. Com essas habilidades, dá para fazer várias atividades relacionadas com a natureza. Normalmente, as fadas mais velhas dão tarefas às mais novas, mas como a Inês tem um poder tão fora do comum ninguém sabia ao certo que tarefas lhe dar. Então, decidiu-se que, todos os dias às oito da manhã, a Inês deve partir para a cidade e ajudar, pelo menos, dois humanos, como por exemplo hoje em que ela ajudou a Ana, que partiu o pé, e o António, que estava aborrecido. Ao encorajar o António a fazer companhia e a auxiliar a Ana, a fada ajudou os dois. Mas é um trabalho cansativo e solitário. A Inês junta pessoas todos os dias, mas ela não tem ninguém. Acho que isso afetou muito a sua autoestima: não se acha bonita o suficiente, ou inteligente o suficiente, ou corajosa o suficiente para ter alguém, mas ela é a pessoa mais bonita, inteligente e corajosa que eu conheço. Eu não me imaginava a ir sozinha todos os dias para a cidade e é preciso ser muito inteligente para ajudar pessoas de forma eficiente.

Eu queria ajudar a Inês, queria dar-lhe alguém, queria preencher o vazio que ela sente, mas não me deixam. As fadas são mantidas “isoladas” das que não têm os mesmos poderes que elas e nós até podemos falar e conviver com outras fadas de vez em quando, mas não por muito tempo.

Esta que vos fala é uma fada da música. Bom…mais ou menos… As fadas da música podem ter diversos poderes, normalmente todos diferentes uns dos outros, mas como têm todos a ver com o som, nós somos mantidas juntas. O meu poder chama-se Jackphone, tenho uns plugs nos dedos que me permitem ligar a qualquer coisa ou a qualquer um e reproduzir um som muito alto. Normalmente, uso o som do meu batimento cardíaco, mas também posso reproduzir sons vindos dos objetos onde me ligo. Como o meu poder é muito diferente do da Inês, acabo por nunca falar muito com ela, eu costumo observá-la de longe. De vez em quando, escrevo-lhe canções e mando-as anonimamente para que ela se sinta melhor consigo mesma e menos sozinha. Mas fazer-lhe músicas não é o suficiente, eu queria abraçá-la, falar com ela, fazê-la rir, queria ajudá-la com as suas tarefas cansativas…queria ser alguém para ela. Eu sei que a Inês não está completamente sozinha, ela tem família, mas como nem os pais nem a irmã a podem ajudar nas tarefas, eles arranjaram uma maneira de ela ter uma companhia.

Os familiares da fada têm o poder de voz animal. Resumidamente, eles conseguem falar com os animais em seu redor, a irmã dela é um pouco mais poderosa que os seus pais, pois ela consegue controlar os animais. Graças aos seus poderes, os pais da Inês convenceram uma joaninha a fazer-lhe companhia e a ajudá-la diariamente e, assim, elas ficaram amigas. Mas todos nós sabemos que uma joaninha não é a mesma coisa que uma fada, um animal não consegue abraçar, beijar ou dizer que vai ficar tudo bem. Eu consigo fazer isso, eu quero fazer isso e eu quero fazê-la perceber o quão incrível ela é. E depois de escrever tudo isto, percebi que estou apaixonada pela fada que não tem ninguém.

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"Um dia no Parque" texto da autoria da Inês e do Diogo (9º ano) - texto vencedor do 3.º escalão

Concurso Uma imagem, Uma História - mês de março

17.05.21

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O sol já se punha, naquela tarde em Roma, onde já se sentia uma brisa. Viam-se os passarinhos a voltarem para os ninhos, as luzes acendiam-se, enquanto a lua aparecia e Adolfo corria, eufórico e inquieto, por aquelas ruas, agora tão vazias, na esperança de encontrar a livraria aberta.

Até que… um passarinho azul, aparentemente frágil, lhe chamou a atenção pela sua particularidade. E, por um momento, toda aquela agitação desapareceu.

Focado apenas na sua singularidade, não hesitou em segui-lo até onde o pássaro o levasse, mas de tanta fixação não se deu conta que já tinha chegado a um jardim que desconhecia.

Quando reparou, o pássaro já tinha pousado nas mãos de um homem cujas roupas eram visivelmente gastas e rasgadas, um rosto sujo e carregado de angústia, sentado num dos bancos daquele jardim, que se encontrava a alimentá-los com o pouco que lhe restava nas suas mãos igualmente sujas.

Adolfo, comovido com toda aquela situação, ofereceu-se para o ajudar, levando-o a renovar algumas das suas roupas e comprar alguns mantimentos para os próximos dias se, evidentemente, o homem aceitasse.

Com grande dificuldade em encontrar uma loja aberta àquela hora, teve a sorte de achar um mercado do outro lado do passeio e não hesitou em apressar o seu passo antes que a porta se fechasse. Atravessou a passadeira daquela rua tão desocupada, com o homem ainda ao seu lado, em direção ao tal mercado. O homem, inteiramente agradecido, deu-lhe um abraço de gratidão. Depois de tudo isto, apenas desapareceu naquela noite, em Roma.

Poemas - 25 de abril

Projeto de articulação - 6º G

10.05.21

Projeto de articulação sobre a Revolução do 25 de abril envolvendo as disciplinas de História e Geografia de Portugal, Educação Musical e Português.

Criado com o Padlet

 

Texto da autoria do Denis, do Tomás, do Rafael e do Gabriel (7º ano) - texto participante no 3.º escalão do Concurso Uma imagem, Uma História

mês de fevereiro

03.05.21

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     Uma menina chamada Joana, como todos os dias, acorda, toma o seu pequeno-almoço, que por vezes é nenhum, e de seguida dirige-se para a escola.

      É uma menina que passa por muitas dificuldades, vive apenas com a sua mãe e dois irmãos, sendo ela a mais velha, com apenas 13 anos. A Joana, nos seus tempos livres, é voluntária num centro de apoio a idosos. Mesmo que ela não tenha boas condições de vida, ainda consegue arranjar um tempo do seu dia para ajudar os outros.

     Mas houve um dia em que tudo foi diferente. Foi para a escola como sempre, trabalhou arduamente durante o dia de aulas e depois, no seu caminho para o lar, surgiu uma menina que lhe perguntou:

   - Porque é que estás a usar roupas rasgadas?

   - Eu não tenho dinheiro para comprar outras novas.

   - Filha, não fales com pessoas pobres!- exclamou a mãe da menina.

     Mas a menina estava determinada a não ser indiferente, por esse motivo ignorou a ordem da sua mãe e abdicou do dinheiro do seu almoço para a ajudar. A Joana recusou a oferta, mas a menina insistiu tanto até que ela cedeu.

     A caminho do seu local predileto de voluntariado, a Joana deparou-se com um morador de rua. Sentindo-se obrigada a intervir, tomou a decisão de ajudar, oferecendo-lhe o dinheiro que tinha recebido.

    No dia seguinte, já na escola, cruzou-se novamente com a menina, que questionou:

   - Porque é que ainda estás a usar as roupas rasgadas? Eu dei-te dinheiro suficiente para te alimentares e comprares algumas peças de roupa… O que aconteceu?

   - Eu dei o dinheiro a um morador de rua – respondeu a Joana.

     Isto tocou profundamente o coração daquela menina. Ela percebeu que a Joana, apesar das suas próprias dificuldades, não conseguia não ajudar os outros. Ao refletir sobre este comportamento, esta menina decidiu que também era seu dever ser solidária e ajudar quem precisa, pois para isso apenas bastava a sua própria vontade.

     Ser solidário só depende de cada um!!

Texto da autoria da Mariana e da Ariana (7º ano) - texto participante no 3.º escalão do Concurso Uma imagem, Uma História

mês de fevereiro

02.05.21

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     Num dia cinzento, em que aparentava vir chuva, a professora Judite já tinha a secretária arrumada para o dia seguinte e as aulas já tinham acabado. Logo de seguida, foi ao encontro da sua filha, Sofia, que frequentava a mesma escola onde ela trabalhava. Saíram as duas, a caminho de casa, quando de repente Sofia viu uma menina sem-abrigo.

    A rapariga vestia uma camisola amarela, umas calças castanhas rotas e, nos pés, tinha uns sapatos que já lhe ficavam pequenos. Mas, como ela sabia que era pobre, não se conseguia imaginar a viver uma vida normal, como as outras pessoas. Sofia teve tanta pena que, mesmo sabendo que iria levar um ralhete da mãe, resolveu perguntar:

    - Podemos dar algum dinheiro àquela menina ali, triste?

    A mãe, como era muito severa, respondeu:

    - Nem pensar nisso, minha menina, tola!!!

    - Por favor! Ela nem merece estar aqui, neste lugar triste e sombrio. Ela é apenas uma criança! E além disso não é preciso ser muito dinheiro, só o suficiente para a menina poder comer.

    - NÃO! Quando chegarmos a casa, vamos ter uma conversa muito séria, por estares a desrespeitar a tua mãe!

   - Mas…

   - JÁ DISSE QUE NÃO! Vamos.

   E então, a Judite pegou a filha pela mão e retomaram caminho. Quando chegaram a casa, a Sofia foi muito triste para o quarto por não ter conseguido ajudar a menina e foi então que a Judite disse:

    - Onde pensas que vais, minha menina? Eu não me esqueci da conversa que queria ter contigo!

   Sofia recuou e foi para a sala, onde estava a sua mãe. Judite, sem esperar nem mais um segundo, perguntou:

  - Em primeiro lugar, o que é que te deu para pensares que deverias dar algo àquela menina?

  - Ela é uma criança e não merece estar naquele lugar! O máximo que podia fazer era dar-lhe algum dinheiro para ela poder comprar pelo menos alguma coisa para comer!

  - Mas eu já te disse que não devemos falar com pessoas estranhas, muito menos sem-abrigo, e dar-lhes dinheiro é ainda pior! É perigoso!

  - Mas, mãe, nós estamos a falar de uma criança! Nem 10 anos ela parecia ter, achas que ela deveria andar por aí sozinha, e com as roupas rotas e toda arranhada? A menina não irá sobreviver por muito tempo lá fora! Achas isso bom?

  - Claro que não acho isso bom!

  - Então, porque é que não ajudaste a menina?

  - …. – a mãe ficou em silêncio.

  - Pois! Não tens argumentos contra mim!- terminou a Sofia.

   E logo de seguida dirigiu-se para o quarto, deixando a mãe a pensar sobre o assunto. Minutos depois, após pensar muito, Judite dirigiu-se ao quarto da filha e disse:

   - Amanhã, depois das aulas, ao passar pelo mesmo caminho, e se a criança ainda estiver lá, tentamos dar-lhe alguma coisa, combinado?

   Sofia, muito contente, mas sem o demonstrar respondeu:

  - Ok, combinado!

   No dia seguinte, depois das aulas, Sofia e sua mãe passaram pelo mesmo sítio e viram que a menina ainda estava no mesmo lugar, triste e pálida, à sombra de uma árvore. Foi então que Sofia se aproximou e tentou falar com ela:

   - Olá, o meu nome é Sofia, queria dar-te estes 10 euros, para poderes comprar algumas coisas para comeres nos próximos dias.

   A menina, bastante pálida e sem forças, respondeu:

   - Olá… o meu nome é Carolina… eu queria agradecer muito, por me ajudarem!

   - Não tens que agradecer, nós ficamos felizes em ajudar! J

    Depois de uma longa conversa, Sofia foi embora feliz por fazer a mãe mudar de ideias e por ajudar Carolina. Judite também ficou feliz por ter realizado este ato de ajudar a menina e achou-se muito tola por não ter dito que sim logo à primeira. Carolina, depois de agradecer muito, também foi em busca de algum sítio onde pudesse encontrar comida.

    Alguns dias se passaram. Sofia e Carolina tornaram-se grandes amigas. Carolina encontrava-se no mesmo sítio, por onde Sofia e sua mãe passavam todos os dias quando iam a caminho de casa. Judite, num dia frio e chuvoso, passava por ali sozinha e sentiu que Carolina estava mais triste do que o costume e decidiu perguntar-lhe:

   - Olá, Carolina, hoje pareces mais triste do que o costume. Queria perguntar-te se queres passar alguns tempos na minha casa!?

   - Ah, olá! Sim, eu gostaria muito de ir com a senhora, mas não quero incomodar!

   - Não! Claro que não vais incomodar! A Sofia vai ficar muito feliz por te receber lá em casa e eu irei ficar muito contente se tu aceitares! E levar-te comigo seria uma forma de te proteger e de agradecer à minha filha por me abrir o coração e fazer mudar de ideias à conta deste tipo de coisas!

   - Muito, muito obrigada! As suas palavras significam muito para mim! E obrigada por me acolher!

   - Eu é que tenho de agradecer! Mas agora vamos, se não queremos perder o jantar!

     No caminho para casa, elas falaram sobre muitas coisas, incluindo um novo começo. Quando chegaram a casa, a menina foi recebida com muito carinho por Sofia. Logo foram jantar. Durante o acontecimento, falaram bastante. Enquanto a mãe preparava a cama da menina, Sofia estava na sala com Carolina a falar sobre o que iriam fazer no dia seguinte, já que era sábado.

    - Então, que tal amanhã jogarmos uns jogos e vermos uns filmes?- questionou Sofia.

    - Claro! Acho uma boa ideia!- disse Judite a entrar na sala.

    - O que quer que seja, eu vou ficar muito feliz em fazê-lo, especialmente com vocês, que me deram um lar, roupas novas e uma cama para dormir, e acima de tudo amor e carinho! Só tenho a agradecer por tudo!- disse Carolina com lágrimas nos olhos, a puxar as duas para um abraço coletivo.

    Foram todas dormir para que no dia seguinte acordassem com disposição para um dia animado de jogos e filmes.

   E assim se formou uma família feliz e unida.

Texto da autoria da Mariana (9º ano) - texto participante no 3.º escalão do Concurso Uma imagem, Uma História

mês de fevereiro

01.05.21

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A mendiga

      Era uma tarde de quinta-feira, eu e a minha mãe estávamos a ir para o shopping. A certa altura, olhei para o lado e vi uma mendiga. Eu sempre gostei de ajudar pessoas, mas nunca tive muitas oportunidades, pois os meus pais não aprovam que eu tenha contacto com pessoas de um estatuto social mais baixo que o meu, visto que somos milionários.

      A minha mãe não estava a prestar atenção, então peguei em metade do meu dinheiro que levava para fazer compras e dei à pobre mendiga. Ela pareceu ficar muito feliz e isso deixou-me com uma sensação muito boa. Decidi então que iria tentar ajudá-la o máximo possível.

      Os dias foram passando e fui arranjando várias desculpas diferentes para ir ao seu encontro, dizendo que ia fazer trabalhos a casa das minhas amigas, que ia ver o meu namorado ou simplesmente que ia comprar um lanche.

      Naturalmente, fui-me aproximando dela e tornámo-nos amigas. Por isso, contou-me como se sentia insegura devido à sua aparência, visto que não tinha dinheiro para cuidar dela mesma. Fiquei tão comovida que comecei a dar-lhe uma quantidade maior de dinheiro para que pudesse satisfazer as suas necessidades e pudesse cuidar da sua aparência, como cuidar do seu cabelo castanho emaranhado e a sua pele suja. Eu, por outro lado, contei-lhe como gostava e me satisfazia ao ajudá-la e como gostava de poder fazer isso aos outros. Ela então sugeriu-me que fizesse trabalho voluntário, ideia que nunca me tinha passado pela cabeça, pois os meus pais nunca aprovariam. No entanto, fiquei a pensar no assunto e decidi fazê-lo na mesma, visto que os meus pais são tão ocupados que nunca iriam notar a minha ausência.

      No início, tudo correu como o planeado. Os meus pais nem me questionavam o porquê de sair de casa tão frequentemente, mas com o passar do tempo o meu dinheiro começou a acabar. Acho que me entusiasmei demais com a ideia de a ajudar a tratar da aparência… Mas eu não ia desistir tão facilmente, então comecei a vender algumas coisas minhas e eventualmente dos meus pais. Até que um dia foi tudo por água abaixo: a minha mãe apanhou-me a roubar o colar de pérolas dela e tive de lhe contar tudo. Ela ficou furiosa, meteu-me de castigo por semanas, proibiu-me de ver a mendiga e fez-me desistir do trabalho voluntário.

      Ainda consegui fazer-lhe uma última visita e contar-lhe o que acontecera. Ela entendeu a situação e prometeu-me que ia fazer de tudo para melhorar a sua qualidade de vida.

      Anos passaram e nunca mais soube nada dela.

      Nunca mais fiz nenhum trabalho voluntário. Tinha seguido a minha vida, até que um dia…a tragédia aconteceu!

      Fui acordada a meio da noite pelos meus pais que estavam em pânico. A minha casa estava em chamas e tínhamos de sair de lá o mais rapidamente possível. Perdemos toda a nossa fortuna naquele incêndio e ficámos sem lugar para onde ir.

      Ficámos na rua por uns dias até que surpreendentemente apareceu a mendiga, que de mendiga já não tinha nada. Estava irreconhecível.

      Aparentemente, depois de perdermos o contacto, ela continuou a cuidar-se e começou a candidatar-se a agências de modelo, até que um dia alguém viu o seu potencial e ajudou-a. Estava finalmente a crescer na sua carreira de modelo.

      Ela ofereceu-nos abrigo até conseguirmos reconstruir a nossa vida e ter estabilidade financeira.

      Os meus pais finalmente reconheceram como receber ajuda faz a diferença na vida das pessoas e hoje em dia fazemos trabalho voluntário.

"Um dia no Parque" texto da autoria da Leonor (5º ano) - texto participante no 2.º escalão do Concurso Uma imagem, Uma História

mês de fevereiro

29.04.21

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Um dia no Parque

        Numa manhã de primavera, a Carolina e a mãe Inês, decidiram passar um dia no parque.
Quando lá chegaram, a Carolina pediu à mãe:
        - Podemos fazer já o piquenique?
        - Sim, podemos. - disse a mãe.
   Quando acabaram de almoçar, decidiram ir dar uma volta pelo parque. Passaram pelos escorregas e baloiços onde Carolina quis andar, pela gelataria, onde comeram um gelado e pelo lago, onde alimentaram os patos.
       Quando regressavam ao sítio onde fizeram o piquenique, Carolina observou uma menina a pedir esmola e perguntou à mãe:
      - Mãe, podemos dar algum dinheiro àquela menina?
      - Não, Carolina! - disse a mãe.
     - Temos de pensar nos outros! E se fossem só 10 euros? Se fossemos nós, também
queríamos que o fizessem!!
      -Tens razão, dá os dez euros à menina e vamos. - disse a mãe.
   No dia seguinte, quando ia para a escola, Carolina viu a menina, que lhe agradeceu pelo dinheiro que lhe dera. Fora um ato com muito impacto na sua vida. Se não fosse a Carolina, ela e a sua família não tinham nada para comer.
  Depois de ouvir aquelas palavras, ficou radiante! Como uns simples dez euros podem ajudar verdadeiramente uma pessoa. 
     Quando chegou a casa, Carolina contou o que tinha acontecido quando ia para a escola e
a mãe ficou muito surpreendida com a atitude da menina.
    E assim Carolina e a sua mãe Inês aprenderam a ser solidárias. Tinham tomado a decisão
certa ao ter dado o dinheiro à menina, pois ela utilizara-o para a sua família ter o que comer.