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Páginas Criativas

Um blog onde a imaginação e a realidade podem andar de mãos dadas com a ESCRITA. Gostas de escrever? Partilha os teus textos connosco. Envia-os para o email: bibliotecasesagtn@gmail.com

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Poemas - 25 de abril

Projeto de articulação - 6º G

10.05.21

Projeto de articulação sobre a Revolução do 25 de abril envolvendo as disciplinas de História e Geografia de Portugal, Educação Musical e Português.

Criado com o Padlet

 

Texto da autoria do Denis, do Tomás, do Rafael e do Gabriel (7º ano) - texto participante no 3.º escalão do Concurso Uma imagem, Uma História

mês de fevereiro

03.05.21

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     Uma menina chamada Joana, como todos os dias, acorda, toma o seu pequeno-almoço, que por vezes é nenhum, e de seguida dirige-se para a escola.

      É uma menina que passa por muitas dificuldades, vive apenas com a sua mãe e dois irmãos, sendo ela a mais velha, com apenas 13 anos. A Joana, nos seus tempos livres, é voluntária num centro de apoio a idosos. Mesmo que ela não tenha boas condições de vida, ainda consegue arranjar um tempo do seu dia para ajudar os outros.

     Mas houve um dia em que tudo foi diferente. Foi para a escola como sempre, trabalhou arduamente durante o dia de aulas e depois, no seu caminho para o lar, surgiu uma menina que lhe perguntou:

   - Porque é que estás a usar roupas rasgadas?

   - Eu não tenho dinheiro para comprar outras novas.

   - Filha, não fales com pessoas pobres!- exclamou a mãe da menina.

     Mas a menina estava determinada a não ser indiferente, por esse motivo ignorou a ordem da sua mãe e abdicou do dinheiro do seu almoço para a ajudar. A Joana recusou a oferta, mas a menina insistiu tanto até que ela cedeu.

     A caminho do seu local predileto de voluntariado, a Joana deparou-se com um morador de rua. Sentindo-se obrigada a intervir, tomou a decisão de ajudar, oferecendo-lhe o dinheiro que tinha recebido.

    No dia seguinte, já na escola, cruzou-se novamente com a menina, que questionou:

   - Porque é que ainda estás a usar as roupas rasgadas? Eu dei-te dinheiro suficiente para te alimentares e comprares algumas peças de roupa… O que aconteceu?

   - Eu dei o dinheiro a um morador de rua – respondeu a Joana.

     Isto tocou profundamente o coração daquela menina. Ela percebeu que a Joana, apesar das suas próprias dificuldades, não conseguia não ajudar os outros. Ao refletir sobre este comportamento, esta menina decidiu que também era seu dever ser solidária e ajudar quem precisa, pois para isso apenas bastava a sua própria vontade.

     Ser solidário só depende de cada um!!

Texto da autoria da Mariana e da Ariana (7º ano) - texto participante no 3.º escalão do Concurso Uma imagem, Uma História

mês de fevereiro

02.05.21

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     Num dia cinzento, em que aparentava vir chuva, a professora Judite já tinha a secretária arrumada para o dia seguinte e as aulas já tinham acabado. Logo de seguida, foi ao encontro da sua filha, Sofia, que frequentava a mesma escola onde ela trabalhava. Saíram as duas, a caminho de casa, quando de repente Sofia viu uma menina sem-abrigo.

    A rapariga vestia uma camisola amarela, umas calças castanhas rotas e, nos pés, tinha uns sapatos que já lhe ficavam pequenos. Mas, como ela sabia que era pobre, não se conseguia imaginar a viver uma vida normal, como as outras pessoas. Sofia teve tanta pena que, mesmo sabendo que iria levar um ralhete da mãe, resolveu perguntar:

    - Podemos dar algum dinheiro àquela menina ali, triste?

    A mãe, como era muito severa, respondeu:

    - Nem pensar nisso, minha menina, tola!!!

    - Por favor! Ela nem merece estar aqui, neste lugar triste e sombrio. Ela é apenas uma criança! E além disso não é preciso ser muito dinheiro, só o suficiente para a menina poder comer.

    - NÃO! Quando chegarmos a casa, vamos ter uma conversa muito séria, por estares a desrespeitar a tua mãe!

   - Mas…

   - JÁ DISSE QUE NÃO! Vamos.

   E então, a Judite pegou a filha pela mão e retomaram caminho. Quando chegaram a casa, a Sofia foi muito triste para o quarto por não ter conseguido ajudar a menina e foi então que a Judite disse:

    - Onde pensas que vais, minha menina? Eu não me esqueci da conversa que queria ter contigo!

   Sofia recuou e foi para a sala, onde estava a sua mãe. Judite, sem esperar nem mais um segundo, perguntou:

  - Em primeiro lugar, o que é que te deu para pensares que deverias dar algo àquela menina?

  - Ela é uma criança e não merece estar naquele lugar! O máximo que podia fazer era dar-lhe algum dinheiro para ela poder comprar pelo menos alguma coisa para comer!

  - Mas eu já te disse que não devemos falar com pessoas estranhas, muito menos sem-abrigo, e dar-lhes dinheiro é ainda pior! É perigoso!

  - Mas, mãe, nós estamos a falar de uma criança! Nem 10 anos ela parecia ter, achas que ela deveria andar por aí sozinha, e com as roupas rotas e toda arranhada? A menina não irá sobreviver por muito tempo lá fora! Achas isso bom?

  - Claro que não acho isso bom!

  - Então, porque é que não ajudaste a menina?

  - …. – a mãe ficou em silêncio.

  - Pois! Não tens argumentos contra mim!- terminou a Sofia.

   E logo de seguida dirigiu-se para o quarto, deixando a mãe a pensar sobre o assunto. Minutos depois, após pensar muito, Judite dirigiu-se ao quarto da filha e disse:

   - Amanhã, depois das aulas, ao passar pelo mesmo caminho, e se a criança ainda estiver lá, tentamos dar-lhe alguma coisa, combinado?

   Sofia, muito contente, mas sem o demonstrar respondeu:

  - Ok, combinado!

   No dia seguinte, depois das aulas, Sofia e sua mãe passaram pelo mesmo sítio e viram que a menina ainda estava no mesmo lugar, triste e pálida, à sombra de uma árvore. Foi então que Sofia se aproximou e tentou falar com ela:

   - Olá, o meu nome é Sofia, queria dar-te estes 10 euros, para poderes comprar algumas coisas para comeres nos próximos dias.

   A menina, bastante pálida e sem forças, respondeu:

   - Olá… o meu nome é Carolina… eu queria agradecer muito, por me ajudarem!

   - Não tens que agradecer, nós ficamos felizes em ajudar! J

    Depois de uma longa conversa, Sofia foi embora feliz por fazer a mãe mudar de ideias e por ajudar Carolina. Judite também ficou feliz por ter realizado este ato de ajudar a menina e achou-se muito tola por não ter dito que sim logo à primeira. Carolina, depois de agradecer muito, também foi em busca de algum sítio onde pudesse encontrar comida.

    Alguns dias se passaram. Sofia e Carolina tornaram-se grandes amigas. Carolina encontrava-se no mesmo sítio, por onde Sofia e sua mãe passavam todos os dias quando iam a caminho de casa. Judite, num dia frio e chuvoso, passava por ali sozinha e sentiu que Carolina estava mais triste do que o costume e decidiu perguntar-lhe:

   - Olá, Carolina, hoje pareces mais triste do que o costume. Queria perguntar-te se queres passar alguns tempos na minha casa!?

   - Ah, olá! Sim, eu gostaria muito de ir com a senhora, mas não quero incomodar!

   - Não! Claro que não vais incomodar! A Sofia vai ficar muito feliz por te receber lá em casa e eu irei ficar muito contente se tu aceitares! E levar-te comigo seria uma forma de te proteger e de agradecer à minha filha por me abrir o coração e fazer mudar de ideias à conta deste tipo de coisas!

   - Muito, muito obrigada! As suas palavras significam muito para mim! E obrigada por me acolher!

   - Eu é que tenho de agradecer! Mas agora vamos, se não queremos perder o jantar!

     No caminho para casa, elas falaram sobre muitas coisas, incluindo um novo começo. Quando chegaram a casa, a menina foi recebida com muito carinho por Sofia. Logo foram jantar. Durante o acontecimento, falaram bastante. Enquanto a mãe preparava a cama da menina, Sofia estava na sala com Carolina a falar sobre o que iriam fazer no dia seguinte, já que era sábado.

    - Então, que tal amanhã jogarmos uns jogos e vermos uns filmes?- questionou Sofia.

    - Claro! Acho uma boa ideia!- disse Judite a entrar na sala.

    - O que quer que seja, eu vou ficar muito feliz em fazê-lo, especialmente com vocês, que me deram um lar, roupas novas e uma cama para dormir, e acima de tudo amor e carinho! Só tenho a agradecer por tudo!- disse Carolina com lágrimas nos olhos, a puxar as duas para um abraço coletivo.

    Foram todas dormir para que no dia seguinte acordassem com disposição para um dia animado de jogos e filmes.

   E assim se formou uma família feliz e unida.

Texto da autoria da Mariana (9º ano) - texto participante no 3.º escalão do Concurso Uma imagem, Uma História

mês de fevereiro

01.05.21

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A mendiga

      Era uma tarde de quinta-feira, eu e a minha mãe estávamos a ir para o shopping. A certa altura, olhei para o lado e vi uma mendiga. Eu sempre gostei de ajudar pessoas, mas nunca tive muitas oportunidades, pois os meus pais não aprovam que eu tenha contacto com pessoas de um estatuto social mais baixo que o meu, visto que somos milionários.

      A minha mãe não estava a prestar atenção, então peguei em metade do meu dinheiro que levava para fazer compras e dei à pobre mendiga. Ela pareceu ficar muito feliz e isso deixou-me com uma sensação muito boa. Decidi então que iria tentar ajudá-la o máximo possível.

      Os dias foram passando e fui arranjando várias desculpas diferentes para ir ao seu encontro, dizendo que ia fazer trabalhos a casa das minhas amigas, que ia ver o meu namorado ou simplesmente que ia comprar um lanche.

      Naturalmente, fui-me aproximando dela e tornámo-nos amigas. Por isso, contou-me como se sentia insegura devido à sua aparência, visto que não tinha dinheiro para cuidar dela mesma. Fiquei tão comovida que comecei a dar-lhe uma quantidade maior de dinheiro para que pudesse satisfazer as suas necessidades e pudesse cuidar da sua aparência, como cuidar do seu cabelo castanho emaranhado e a sua pele suja. Eu, por outro lado, contei-lhe como gostava e me satisfazia ao ajudá-la e como gostava de poder fazer isso aos outros. Ela então sugeriu-me que fizesse trabalho voluntário, ideia que nunca me tinha passado pela cabeça, pois os meus pais nunca aprovariam. No entanto, fiquei a pensar no assunto e decidi fazê-lo na mesma, visto que os meus pais são tão ocupados que nunca iriam notar a minha ausência.

      No início, tudo correu como o planeado. Os meus pais nem me questionavam o porquê de sair de casa tão frequentemente, mas com o passar do tempo o meu dinheiro começou a acabar. Acho que me entusiasmei demais com a ideia de a ajudar a tratar da aparência… Mas eu não ia desistir tão facilmente, então comecei a vender algumas coisas minhas e eventualmente dos meus pais. Até que um dia foi tudo por água abaixo: a minha mãe apanhou-me a roubar o colar de pérolas dela e tive de lhe contar tudo. Ela ficou furiosa, meteu-me de castigo por semanas, proibiu-me de ver a mendiga e fez-me desistir do trabalho voluntário.

      Ainda consegui fazer-lhe uma última visita e contar-lhe o que acontecera. Ela entendeu a situação e prometeu-me que ia fazer de tudo para melhorar a sua qualidade de vida.

      Anos passaram e nunca mais soube nada dela.

      Nunca mais fiz nenhum trabalho voluntário. Tinha seguido a minha vida, até que um dia…a tragédia aconteceu!

      Fui acordada a meio da noite pelos meus pais que estavam em pânico. A minha casa estava em chamas e tínhamos de sair de lá o mais rapidamente possível. Perdemos toda a nossa fortuna naquele incêndio e ficámos sem lugar para onde ir.

      Ficámos na rua por uns dias até que surpreendentemente apareceu a mendiga, que de mendiga já não tinha nada. Estava irreconhecível.

      Aparentemente, depois de perdermos o contacto, ela continuou a cuidar-se e começou a candidatar-se a agências de modelo, até que um dia alguém viu o seu potencial e ajudou-a. Estava finalmente a crescer na sua carreira de modelo.

      Ela ofereceu-nos abrigo até conseguirmos reconstruir a nossa vida e ter estabilidade financeira.

      Os meus pais finalmente reconheceram como receber ajuda faz a diferença na vida das pessoas e hoje em dia fazemos trabalho voluntário.

"Um dia no Parque" texto da autoria da Leonor (5º ano) - texto participante no 2.º escalão do Concurso Uma imagem, Uma História

mês de fevereiro

29.04.21

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Um dia no Parque

        Numa manhã de primavera, a Carolina e a mãe Inês, decidiram passar um dia no parque.
Quando lá chegaram, a Carolina pediu à mãe:
        - Podemos fazer já o piquenique?
        - Sim, podemos. - disse a mãe.
   Quando acabaram de almoçar, decidiram ir dar uma volta pelo parque. Passaram pelos escorregas e baloiços onde Carolina quis andar, pela gelataria, onde comeram um gelado e pelo lago, onde alimentaram os patos.
       Quando regressavam ao sítio onde fizeram o piquenique, Carolina observou uma menina a pedir esmola e perguntou à mãe:
      - Mãe, podemos dar algum dinheiro àquela menina?
      - Não, Carolina! - disse a mãe.
     - Temos de pensar nos outros! E se fossem só 10 euros? Se fossemos nós, também
queríamos que o fizessem!!
      -Tens razão, dá os dez euros à menina e vamos. - disse a mãe.
   No dia seguinte, quando ia para a escola, Carolina viu a menina, que lhe agradeceu pelo dinheiro que lhe dera. Fora um ato com muito impacto na sua vida. Se não fosse a Carolina, ela e a sua família não tinham nada para comer.
  Depois de ouvir aquelas palavras, ficou radiante! Como uns simples dez euros podem ajudar verdadeiramente uma pessoa. 
     Quando chegou a casa, Carolina contou o que tinha acontecido quando ia para a escola e
a mãe ficou muito surpreendida com a atitude da menina.
    E assim Carolina e a sua mãe Inês aprenderam a ser solidárias. Tinham tomado a decisão
certa ao ter dado o dinheiro à menina, pois ela utilizara-o para a sua família ter o que comer.

Texto da autoria da Matilde (9º ano) - texto participante no 3.º escalão do Concurso Uma imagem, Uma História

mês de fevereiro

27.04.21

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      Era uma vez uma rapariga chamada Jennie, que era a típica rapariga de filme, cabelo loiro, olhos azuis, só vestia cor-de-rosa…não que se importasse com isso, vestia o que queria e, acima de tudo, aquilo que a fazia sentir-se bem. Não ligava se os colegas de escola lhe dissessem que parecia uma barbie, mas sofria de bullying e disso ninguém gosta, não é verdade?

      Sua mãe era uma senhora que estudou muito e tinha o emprego que qualquer um gostaria de ter, logo tinha bastantes posses.

      Todos os dias, quando ia para o colégio, Jennie ouvia muitos insultos por parte de seus colegas como por exemplo:

      - SAI DAQUI LOIRA MIMADA NINGUÉM GOSTA DE TI!!!

      - LOIRA OXIGENADA, SÓ SABE MAGOAR OS OUTROS!! APOSTO QUE NEM A TUA FAMILIA GOSTA DE TI!!

      Como é lógico Jennie ficava zangada e sentida, mas…nunca dizia nada a sua mãe com medo do que ela pudesse fazer, porque mesmo que os outros a gozassem, ela preocupava-se sempre com eles.

      Mas num dia aparentemente normal, tudo mudou com a chegada de um novo aluno…um alvo fácil para pessoas que não tem nada que fazer na vida e por isso criticam os outros. Ele tinha cabelo longo e acastanhado, roupas gastas, sapatos rotos….

      A partir desse dia em vez de se ouvir chamar “loira oxigenada” passou a ser ouvido “pobre nojento”….

      Na manhã seguinte, Jennie foi ter com sua mãe e pediu-lhe 10 € . Disse-lhe que esse dinheiro era para almoçar, não disse a verdade,  pois já previa que se confessasse que era para ajudar um “amigo” ela não iria aceitar. A sua mãe apenas se preocupava em  manter a sua reputação nos “medias”!

      Mais tarde, perto da hora de a mãe a ir buscar, foi ter com o rapaz e entregou-lhe o dinheiro. Ao princípio não o aceitou, mas acabou por ceder.

      A partir desse mesmo dia, tornaram-se tão amigos que nunca mais foram incomodados pelas outas pessoas.

      NEM TODAS AS LOIRAS SÃO MÁS.

"Boneca de pano" texto da autoria da Laura (9º ano) - texto vencedor do 3.º escalão

Concurso Uma imagem, Uma História - mês de fevereiro

13.04.21

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Boneca de pano

            As roupas rasgadas caíam-lhe na pele áspera, maltratada pelas realidades do mundo que a rodeava. Enquanto muitos trocavam de casa, ela limitava-se a trocar de rua. O sucesso na escolaridade já não era um assunto discutível, com idade tão tenra e condições lamentáveis, já presumia que o triunfo não estaria ao seu alcance.

            Testemunhava cores magníficas e odores desejáveis a cada minuto, as roupas, os perfumes, os sapatos...cada pessoa que passava a seus pés era apenas mais uma que baixava a cabeça, desdenhando e censurando interiormente uma mera condição social. Incrível como em poucos segundos a dignidade e os valores morais de um ser humano podem ser postos em causa. Sentada no chão com o cabelo estendido pelas costas, tentava encarar os olhares de quem os desviava com pena e culpa.

Todos os domingos, um pomposo vestido obrigava os seus olhos a estudar a figura de uma rapariga, ela de cabelos muito loiros como fios de ouro que brilhavam ao sol. A postura era admirável, constantemente com ombros direitos e cabeça erguida, sem dúvida que nesse caso a indiferença era inegável. Sempre acompanhada pela mãe: uma mulher reputada e temida pela cidade cuja imagem era extremamente cuidada. As duas passavam ao lado para sentido norte, em direção ao mercado. O mercado…como era invejado o mercado por quem nunca tinha pisado o chão de azulejo! Saíam assim, naquele dia de descanso, às dez da manhã das portadas castanhas, com um saco de napa cheio de fruta.

Quem as olhava era Elisa, a jovem negligenciada pela sociedade. Vivia em plena miséria com os seus três irmãos mais novos e o pai, um homem de família, que fazia os possíveis para manter os filhos vivos. Durante o dia procurava oportunidades. À noite voltava para o beco onde se acomodavam e se preparavam, após umas horas, para mais um nascer do sol. Uma história triste como qualquer outra, a mãe falecida já há alguns anos, vítima de uma condição terminal. Os ordenados, subsídios e investimentos nas contas do hospital, tinham levado mais uma família à falência. Meses após o funeral, o inevitável aconteceu, as poupanças começaram a faltar. Então,  a luz começou a ser cortada tal como a água e um frigorífico cheio.

Da calçada fria onde se sentava todos os dias de mão estendida ao público, na esperança de uma alma bondosa, continuava a sonhar acordada com as paredes do seu quarto. Estavam revestidas de papel de parede branco-pérola e a prateleira sobre a cama ocupada com bonecas de pano, ainda guardava uma, a sua preferida. Acordava submissa à realidade e colocava os olhos na mãe e na filha... ainda conseguia observá-las.

 Uma figura maternal é sempre invejada por quem não tem oportunidade de a ter a seu lado. Com todos os motivos que Elisa poderia cobiçar, todos os vestidos, toda a comida no saco, a provável casa grande com um jardim enorme, apenas lhe fazia falta a mãe.

Desta vez, a rapariga de vestido que frequentava o mercado, desviou-se do passeio e aproximou-se da mão fria estendida. Elisa ainda sentada olhou-lhe os sapatos e levantou a cabeça para admirar os cabelos brilhantes. Nas mãos finas e pálidas da personagem estava uma nota, não era muito, só mesmo o troco das mercearias. Para retribuir pelo gesto gentil, não tinha muita escolha, sorriu-lhe e inocentemente entregou-lhe a única boneca que restava do seu lar.

“- Chamo-me Elisa, e tu?”

O mundo aos olhos de duas crianças é genuíno, pacífico, olham-se e olhar-se-ão sempre como duas vidas semelhantes, deixando de parte o dinamismo da sociedade.

" A bondade começa cedo" da autoria da Madalena (5.º F) - Texto vencedor do 2.º escalão

Concurso - Uma Imagem, Uma História - mês de fevereiro

13.04.21

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                                                   A bondade começa cedo

    Numa manhã de domingo, a Susana e a sua mãe Patrícia estavam a preparar-se para irem às compras. Elas adoravam estar sempre na moda e, se houvesse algum artigo que de um dia para o outro ficasse na moda, elas eram as primeiras que sabiam e que compravam. Moravam na Rua da Liberdade, nº 67, numa casa amarela com muros azuis à volta. 

    Já preparadas, saíram de casa e começaram a andar em direção à loja de roupas preferida a “Boutique Chique”.  No caminho, passaram por várias pessoas: o padeiro da zona, a vizinha Joana…. Demoraram cerca de 30 minutos a chegar à “Boutique Chique”. Ora quando estavam prestes a chegar, a Susana viu uma menina muito triste a sair da “Boutique Chique”. Como a mãe teve de atender uma chamada, ela aproveitou para ir falar com a menina. A menina chamava-se Francisca e tinha dez anos. Ela disse à Susana que tinha ido pedir esmola, mas que não lhe deram nada e então veio embora, pois precisava de encontrar dinheiro depressa. O padeiro estava prestes a fechar e a família não tinha nada para comer. A Susana pensou no que a Francisca tinha dito, mas não teve muito tempo, pois a sua mãe chamou-a três minutos depois. Quando ouviu a sua mãe, Susana levantou-se e despediu-se da sua nova amiga. Quando chegou ao pé da sua mãe vinha com um ar pensativo. Patrícia olhou para a filha, viu que ela estava com um ar estranho e perguntou-lhe:

  - Estás com um ar tão estranho porquê?!

  -Bem… é que quando estavas ao telefone eu vi uma menina triste a sair da “Boutique Chique” e fui perguntar-lhe porque é que ela estava a chorar. Ela disse-me que foi pedir esmola e não lhe deram nada e então saiu para ir procurar dinheiro porque o padeiro está prestes a fechar e a família dela não tem nada para comer. - respondeu Susana.

  -Toma, dá-lhe estes 10€ euros. Já que passamos por esta situação - continuou Patrícia - que tal começarmos uma iniciativa para darmos apoio aos que estão nas ruas sem casa, comida, condições higiénicas, dinheiro… Todos nós somos seres vivos e merecemos ter o mesmo respeito e igualdade. Achas boa ideia, não achas?

  - Concordo absolutamente! - exclamou Susana

  Dito isto, esqueceram-se que tinham ido ali só para fazerem compras e começaram logo a tratar de outras coisas mais importantes.

  Naquele dia aprenderam uma coisa importante que muitos de nós, às vezes, não fazemos: devemos ajudar os que mais necessitam e ser amigos de todos. 

Uma oportunidade inesquecível

Notícia produzida pelos alunos do 6º G

26.03.21

No dia vinte e três de março, os alunos da turma 6ºG, da Escola E. B. 2,3 Dr. António Chora Barroso, em Riachos, e os alunos da turma 6ºA, da Escola Artur Gonçalves, em Torres Novas, tiveram a oportunidade de participar numa sessão intitulada “Nos Bastidores D’ Os Piratas”. Mesmo neste contexto de pandemia e E@D, foi possível estar a conversar numa sala virtual, cada um em sua casa, com elementos do elenco da peça “Os Piratas”, do Teatro Meia Via.

Esta iniciativa surgiu integrada na Semana Cultur@l ON-line do Agrupamento Artur Gonçalves, no âmbito do Plano Nacional das Artes e do seu Plano Cultural de Escola.

Primeiro, na aula de Português, os alunos prepararam a “entrevista” à atriz Liliana Domingos e à encenadora Elsa Vieira. Depois, assistiram à peça “Os Piratas”, num canal do Youtube.

Esta peça foi escolhida para os alunos do sexto ano, pois é uma obra de leitura obrigatória. Assim, os alunos ficaram mais enriquecidos para compreenderem melhor a história, quando lerem o livro.

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