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Páginas Criativas

Um blog onde a imaginação e a realidade podem andar de mãos dadas com a ESCRITA. Gostas de escrever? Partilha os teus textos connosco. Envia-os para o email: bibliotecasesagtn@gmail.com

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Paz e Harmonia

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares_ Articulação com Português

02.11.22

Paz e Harmonia

Ó azul do céu,

A paz que ele traz.

A nuvem de sentimentos

pronta a afundar.

 

Ó denso mato,

pelo qual os dedos passam.

As flores desabrocham

refletindo a minha paixão.

 

Ó delicada areia,

Afundada pelos passos.

Tantas histórias conténs

das pessoas que por aqui passam.

 

Ó natureza,

a harmonia que reténs.

As tuas criações unidas

Pela paz que manténs.

N. & C.

9B 

Magia

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares_Articulação com Português

02.11.22

Magia

Será que algum dia és capaz de ter paz 

ou será que és incapaz?

Será um sonho da tua imaginação

ou uma obra do teu coração?

 

Viverás uma luta constante

Entre a guerra e a harmonia,

o teu choro é permanente

por falta de magia.

 

Terás muitas lágrimas derramadas,

mas também muitas bandeiras levantadas.

Cairás muitas vezes,

mas a magia te levantará.

 

Quando estiveres sozinho, perceberás

que encontraste a harmonia no teu coração.

O que esteve sempre na tua imaginação

finalmente acabou com a guerra.

Conseguirás ser feliz com a emoção!

 

M. B. & A.S.

9ºano

Paz, uma paleta  de valores

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares_Articulação com Português

29.10.22

Paz, uma paleta  de valores

Pouco se investe em

não existir um exército,

não haver poluição,

dizer não às guerras

e não a discriminação.

 

A paz é um sentimento simples

que vai além do mais profundo

de nós,

é sentimento quando

há harmonia.

 

Não vale a pena viver dor

em troca de amor.

Pode haver paz

sem combate,

sem controlo,

sem ditadura.

 

Com a ajuda do outro,

temos sempre favor

a ser retribuído,

com a diferença social

temos sempre amigos,

com a paz há sempre

tempo a ser vivido.

 

T. L.& G.R.   

9.ºB

 

O meu canto

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares_Articulação com Português

29.10.22

O meu canto

No meu canto, não há pombas com vida,

Porém já houve pombas nesse meu canto!

É essa a minha luta, é esse o meu espanto…

Como é possível por um lado estarmos destruídos,

Mas por outro permanecermos todos reerguidos?

 

Todos nós devíamos no nosso jardim

Ter pombas semeadas,

E quaisquer rosas, de mãos dadas,

Ter pombas a voar por todo o lado,

Todos devíamos assim ter um jardim encantado,

Um sítio tão belo para ser explorado!

 

A paz é algo que todos deveríamos ter,

Mas infelizmente nem todos têm essa alegria.

Todos gostamos de estar bem no nosso cantinho,

Pois sentimo-nos em plena harmonia.

 

                                                                                               C. & R.

                                                                                             9ºD

                  

 

A paz é escassa

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares_Articulação com Português

29.10.22

Cartazes MIBE 2022.png

 

A paz é escassa

Quando tudo começa no ódio pelo outro,

Quando não nos entendemos a falar

E a felicidade acaba e fracassa.

 

A paz é escassa

Quando por apenas dois governantes

que se odeiam

e não são capazes de se entender,

retiram os soldados das suas famílias

para lutarem contra pessoas

que não se conhecem nem se odeiam.

 

Precisamos de paz no mundo

Para que a natureza volte a nascer,

Para que o amor volte a florescer

e o mundo volte a ser

aquilo que sempre desejámos que ele fosse.

A paz é escassa

Enquanto não fizermos a diferença.

 

M. M.

9ºB

"O Poder do amuleto", um texto da autoria da Diana e da Iara do 6.º ano - Texto vencedor do 2.º escalão

Concurso Uma Imagem, Uma História

28.06.21

Diapositivo1.JPG

O poder do amuleto

       Há muito tempo, durante um dia gelado e com muita neve, uma mulher estava a acartar lenha para a lareira de sua casa.

       Lisa tinha cabelos longos e um amuleto da sorte. Enquanto caminhava, Lisa, acidentalmente, deixou-o cair. Como estava a nevar, Lisa não conseguia ver onde o amuleto tinha caído. Devido à falta de visão perdeu o equilíbrio, acabou por cair e desmaiou. Quando acordou estava sol e a neve tinha derretido. Então ela já podia procurar de novo. Quando tentou levantar-se, viu que não conseguia. De início achou que tinha torcido o pé, mas fez um esforço e começou a andar. Após andar durante muito tempo, ela estava cansada e não tinha encontrado nenhum amuleto.

       O seu pé estava com um tom meio roxo e ela estava a ficar preocupada: além de não achar o seu amuleto, não encontrava ninguém. Mas bem lá ao fundo viu alguma coisa que parecia uma fonte de água. Arrastou-se até lá com muita dificuldade e, ao chegar, apercebeu-se que não era uma fonte de água. Afinal era um monte cheio de uma flor chamada jasmim-azul. Ao aperceber-se do seu erro, começou a chorar, devido ao esforço que tinha feito para chegar ali. Deitou-se no chão, até que ouviu um gato a miar. O gato pediu-lhe carinho, mas logo depois começou a correr devido a uma voz misteriosa; ela correu atrás do gato. Até que…

       Avistou uma casa; provavelmente era a casa do dono do gato. Bateu à porta e uma personagem misteriosa abriu. Era um rapaz com cabelo encaracolado e com barba. Mal abriu a porta, ela caiu e desmaiou de novo. O dono da casa acolheu-a e, quando ela acordou, perguntou se ela estava bem. Ela estava muito grata, mas lembrou-se do seu amuleto desaparecido e perguntou por ele. O rapaz acenou com a cabeça, dizendo que o tinha encontrado enquanto estava a apanhar lírios.

       Ele deu-lhe o amuleto e avisou-a que estava com o pé partido. De seguida perguntou o que poderia fazer para a ajudar a recuperar energias. Ela respondeu com um ar amável:

       - Podia trazer-me um chá e ler-me uma história? A minha mãe fazia isso quando eu era criança. Ele sorriu lentamente e ofereceu-lhe o que ela pedira.

       Depois de algum tempo, ela pediu-lhe ajuda para encontrar a sua casa. Ele aceitou o pedido e ela conseguiu regressar a casa. Quando chegaram e se despediram, ela sentiu alguma energia no ar.

       Será que esta história aconteceu por culpa do poder do amuleto da sorte?

"A fada que não tinha ninguém", um texto da autoria da Beatriz do 8.º ano - Texto vencedor do 3.º escalão

Concurso Uma imagem, uma História_mês de abril/maio

21.06.21

Diapositivo1.JPG

Era uma vez, num sítio bem distante…ah esqueçam! Eu não tenho jeito para isto. Primeiramente, não é “era uma vez”, é todos os dias às oito da manhã e também não é num “sítio bem distante”, fica a quinze minutos de carro. Mas, voltando ao assunto, esta é a história sobre uma fada, não uma fada qualquer, pois esta é muito diferente e mais bonita e inteligente que todas as outras. É pena que ela não veja isso…

O nome dela é Inês, é pequena, simpática, tem cabelos e olhos castanhos, cheira a rosas, tem asas brilhantes, frágeis e, como é óbvio, mágicas. Cada fada tem um poder especial, normalmente passado geneticamente de pai para filho, mas a Inês sofreu uma mutação e nasceu com um poder único que mais ninguém tem. Ela nasceu com o poder da ajuda, ou pelo menos é o que lhe chamamos. Resumidamente, ela vê quem precisa de ajuda e porquê e depois “manda” uma pessoa para ajudar. A fada não obriga ninguém a fazer nada, ela encoraja as pessoas a ajudarem. Eu gosto de dizer que a Inês dá pessoas, porque ela realmente dá, o poder dela junta as pessoas, cria relações de amor e de amizade e é a coisa mais bonita que já vi.

Toda a gente no nosso Vale ficou surpreendida quando descobriu o poder da Inês e ninguém sabia muito bem o que fazer com ela. Normalmente, as fadas têm poderes como: mudança de estação, criação, voz animal, luz, sombra, música, etc. Com essas habilidades, dá para fazer várias atividades relacionadas com a natureza. Normalmente, as fadas mais velhas dão tarefas às mais novas, mas como a Inês tem um poder tão fora do comum ninguém sabia ao certo que tarefas lhe dar. Então, decidiu-se que, todos os dias às oito da manhã, a Inês deve partir para a cidade e ajudar, pelo menos, dois humanos, como por exemplo hoje em que ela ajudou a Ana, que partiu o pé, e o António, que estava aborrecido. Ao encorajar o António a fazer companhia e a auxiliar a Ana, a fada ajudou os dois. Mas é um trabalho cansativo e solitário. A Inês junta pessoas todos os dias, mas ela não tem ninguém. Acho que isso afetou muito a sua autoestima: não se acha bonita o suficiente, ou inteligente o suficiente, ou corajosa o suficiente para ter alguém, mas ela é a pessoa mais bonita, inteligente e corajosa que eu conheço. Eu não me imaginava a ir sozinha todos os dias para a cidade e é preciso ser muito inteligente para ajudar pessoas de forma eficiente.

Eu queria ajudar a Inês, queria dar-lhe alguém, queria preencher o vazio que ela sente, mas não me deixam. As fadas são mantidas “isoladas” das que não têm os mesmos poderes que elas e nós até podemos falar e conviver com outras fadas de vez em quando, mas não por muito tempo.

Esta que vos fala é uma fada da música. Bom…mais ou menos… As fadas da música podem ter diversos poderes, normalmente todos diferentes uns dos outros, mas como têm todos a ver com o som, nós somos mantidas juntas. O meu poder chama-se Jackphone, tenho uns plugs nos dedos que me permitem ligar a qualquer coisa ou a qualquer um e reproduzir um som muito alto. Normalmente, uso o som do meu batimento cardíaco, mas também posso reproduzir sons vindos dos objetos onde me ligo. Como o meu poder é muito diferente do da Inês, acabo por nunca falar muito com ela, eu costumo observá-la de longe. De vez em quando, escrevo-lhe canções e mando-as anonimamente para que ela se sinta melhor consigo mesma e menos sozinha. Mas fazer-lhe músicas não é o suficiente, eu queria abraçá-la, falar com ela, fazê-la rir, queria ajudá-la com as suas tarefas cansativas…queria ser alguém para ela. Eu sei que a Inês não está completamente sozinha, ela tem família, mas como nem os pais nem a irmã a podem ajudar nas tarefas, eles arranjaram uma maneira de ela ter uma companhia.

Os familiares da fada têm o poder de voz animal. Resumidamente, eles conseguem falar com os animais em seu redor, a irmã dela é um pouco mais poderosa que os seus pais, pois ela consegue controlar os animais. Graças aos seus poderes, os pais da Inês convenceram uma joaninha a fazer-lhe companhia e a ajudá-la diariamente e, assim, elas ficaram amigas. Mas todos nós sabemos que uma joaninha não é a mesma coisa que uma fada, um animal não consegue abraçar, beijar ou dizer que vai ficar tudo bem. Eu consigo fazer isso, eu quero fazer isso e eu quero fazê-la perceber o quão incrível ela é. E depois de escrever tudo isto, percebi que estou apaixonada pela fada que não tem ninguém.

fada.jpg

"Um dia no Parque" texto da autoria da Inês e do Diogo (9º ano) - texto vencedor do 3.º escalão

Concurso Uma imagem, Uma História - mês de março

17.05.21

concurso uma imagem, uma história_março.png

O sol já se punha, naquela tarde em Roma, onde já se sentia uma brisa. Viam-se os passarinhos a voltarem para os ninhos, as luzes acendiam-se, enquanto a lua aparecia e Adolfo corria, eufórico e inquieto, por aquelas ruas, agora tão vazias, na esperança de encontrar a livraria aberta.

Até que… um passarinho azul, aparentemente frágil, lhe chamou a atenção pela sua particularidade. E, por um momento, toda aquela agitação desapareceu.

Focado apenas na sua singularidade, não hesitou em segui-lo até onde o pássaro o levasse, mas de tanta fixação não se deu conta que já tinha chegado a um jardim que desconhecia.

Quando reparou, o pássaro já tinha pousado nas mãos de um homem cujas roupas eram visivelmente gastas e rasgadas, um rosto sujo e carregado de angústia, sentado num dos bancos daquele jardim, que se encontrava a alimentá-los com o pouco que lhe restava nas suas mãos igualmente sujas.

Adolfo, comovido com toda aquela situação, ofereceu-se para o ajudar, levando-o a renovar algumas das suas roupas e comprar alguns mantimentos para os próximos dias se, evidentemente, o homem aceitasse.

Com grande dificuldade em encontrar uma loja aberta àquela hora, teve a sorte de achar um mercado do outro lado do passeio e não hesitou em apressar o seu passo antes que a porta se fechasse. Atravessou a passadeira daquela rua tão desocupada, com o homem ainda ao seu lado, em direção ao tal mercado. O homem, inteiramente agradecido, deu-lhe um abraço de gratidão. Depois de tudo isto, apenas desapareceu naquela noite, em Roma.